Guia · 5 Min de leitura

Giro de pino e bucha: o que é e quando vale a pena

O que é um giro de pino e bucha, como ele restaura o passo da corrente de esteira, quanto custa em comparação com uma corrente nova e em quais casos vale — ou não — o investimento.

01O que o giro de pino e bucha realmente faz

As buchas se desgastam de um lado: externamente, onde a coroa engrena, e internamente, contra o pino — ambos no lado de tração. O 'giro' prensa a corrente para desmontá-la, gira pinos e buchas em 180° e a monta novamente para que o lado não desgastado passe a suportar a carga. Feito no momento certo, pode recuperar a maior parte da vida estrutural remanescente da corrente e trazer o passo de volta próximo do nominal, protegendo a coroa.

02A janela de tempo

O giro só faz sentido dentro de uma janela: depois que o desgaste externo da bucha atinge aproximadamente seu limite, mas ANTES que o desgaste interno (alongamento do passo) ou o desgaste dos elos consumam a corrente. Se fizer tarde demais, o passo já foi perdido — a corrente continuará martelando a coroa. Como regra, considera-se o giro quando a bucha está com cerca de 100% do desgaste externo e a altura do elo ainda está abaixo de aproximadamente 50% de desgaste. Correntes secas são as candidatas clássicas; correntes seladas e lubrificadas muitas vezes atingem primeiro os limites dos elos e das sapatas, tornando o giro menos vantajoso.

03Giro versus corrente nova: a conta real

Um giro feito em prensa/oficina geralmente custa 40–60% de uma corrente nova quando se contabilizam mão de obra, transporte e parada — e a corrente girada não é nova: os retentores são perturbados, e a vida útil remanescente normalmente fica em 60–80% de uma corrente nova. Com os preços atuais de correntes vendidas diretamente pelo fabricante, muitas frotas concluem que uma corrente selada e lubrificada nova oferece melhor custo por hora, especialmente para máquinas longe de uma oficina com prensa. O giro ainda compensa para tratores de esteira grandes com correntes caras, frotas com capacidade interna de prensa e operações remotas em que é mais fácil fazer a manutenção da corrente do que transportá-la.

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Perguntas frequentes

Quanto custa um giro de pino e bucha?+

Normalmente 40–60% do custo de uma corrente nova, incluindo mão de obra de prensa e tempo de parada, variando conforme a região e o tamanho da corrente. Solicite os dois valores antes de decidir — peça uma cotação de corrente nova para o seu modelo e compare o custo por hora remanescente.

Correntes seladas e lubrificadas podem receber giro?+

Fisicamente, sim, mas o giro destrói os retentores de fábrica e a vantagem da lubrificação, então a vida interna remanescente cai drasticamente. As correntes SALT geralmente são usadas até o limite e depois substituídas.

Como saber se minha corrente ainda pode receber giro?+

Meça o diâmetro externo da bucha, o alongamento do passo e a altura do elo. Giro possível = buchas no limite ou próximas do limite externo, enquanto o passo e a altura do elo ainda mantêm vida útil significativa. Envie suas medições — nós diremos com sinceridade se compensa fazer o giro ou instalar uma corrente nova.

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